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Artigo: 100 anos que mudaram o mundo – Por Eron Bezerra

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* Professor da UFAM, Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Coordenador Nacional da Questão Amazônica e Indígena do Comitê Central do PCdoB.

Quando John Reed escreveu 10 dias que abalaram o mundo, em alusão a revolução de 1917 na Rússia, talvez ele não tivesse a exata dimensão de que aquele episódio mudaria definitivamente o mundo.

No dia 7 de novembro de 1917, há 100 anos atrás, um acontecimento histórico inaugurou uma nova fase no desenvolvimento da sociedade. Nesse dia ocorreu a revolução russa, popularmente conhecida como “revolução bolchevique”, que deu início a tentativa de se construir a primeira experiência socialista do planeta.

Tal acontecimento se juntava a outros grandes fatos históricos, como aqueles que deram origem às sociedades de comunismo primitivo, escravagismo, feudalismo e capitalismo. E, também, evidenciava o alcance do materialismo histórico quanto a assertiva de que “na natureza, assim como na sociedade, tudo se transforma e evolui permanentemente”.
Esse fato teve extraordinária repercussão e, naturalmente, cometeu acertos e erros, como é natural em qualquer novo processo social.

Mas seus méritos são inegáveis, em todos os aspectos.

A Rússia e as repúblicas que se organizaram em torno da União das Repúblicas Socialista Soviética (URSS), sob a liderança de dirigentes comunistas como Lenin e Stálin, experimentaram avanços espetaculares na ciência & tecnologia, indústria, infraestrutura, segurança, produção de alimentos, educação, saúde e bem-estar social.

Em 1937, apenas 20 anos após o Partido Comunista ter chegado ao poder na Rússia, a revolução já tinha criado as condições materiais objetivas que possibilitaram a transformação daquele imenso país feudal numa potência política, econômica e militar.

Potência tão forte que foi capaz de estabelecer um novo padrão de comportamento e conduta para o mundo, tanto no aspecto político, quanto no de desenvolvimento social e, também, militar, cujo maior feito foi derrotar a então imbatível máquina de guerra de Hitler e impedir que o nazismo dominasse o mundo.

Esse risco, hoje distante, na época era real e só não ocorreu graças a revolução bolchevique e a tenacidade de 22 milhões de patriotas soviéticos, dentre os quais centenas de destacados dirigentes comunistas, que morreram nos campos de batalha lutando por um ideal.

O peso dessas mortes no futuro processo de degeneração do PCUS não é algo pacífico no movimento revolucionário internacional, mas é inegável que teve influência.

De qualquer sorte a experiência bolchevique jamais será olvidada. Apesar da interrupção no final dos anos 80, seu exemplo, inclusive aprimorado, continua sendo executado mundo afora, especialmente na China, Cuba, Vietnã, Coreia do Norte e Laos, onde vivem quase 1,5 bilhão de pessoas.

 

 

 

* Professor da UFAM, Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Coordenador Nacional da Questão Amazônica e Indígena do Comitê Central do PCdoB.

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