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Artigo: A arte, a cultura e o esporte como instrumento de organização comunitária, mobilização e formação política. – Por Miguel Pacheco

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Miguel Antônio Pacheco é jornalista e foi conselheiro e subsecretário de esporte da prefeitura de Manaus de 2005 a 2008

Historicamente, o PC do B, tem se destacado na luta incessante por uma politica cultural e esportiva que contemple os anseios da nossa gente, respeitando as diferenças do nosso povo e a nossa rica diversidade cultural, buscando um repertório comum e uma visão de conjunto. A tempos, fruto dos esforços e superação de divergências, é visível o crescimento e influência do partido neste ambiente, como consequência de uma de uma intervenção politica dos nossos dirigentes e parlamentares, ancorados numa formulação de narrativas e propostas sobre a nacionalidade, as identidades diferenciadas da cultura e da democratização da mídia.

Nos tempos de chumbo e de escuridão, nos anos sessenta e setenta, apesar da forca repressora da ditadura militar que inibiu o processo criativo, perseguindo artistas e intelectuais, coube à gloriosa UNE, sob o comando do partido, o papel de protagonismo nacional da arte e cultura, criando e dando vida ao CPC- CENTRO POPULAR DE CULTURA, movimento que percorreu todo o País, sempre em defesa da arte, da cultura e da democracia.

Mais recente, a partir de 2003, com a vitória de LULA e um governo popular, a via institucional nos permitiu assumir o comando do Ministério dos Esportes, tornando possível o velho sonho de realizar no Brasil, a melhor de todas as copas e os jogos olímpicos, transformando o BRASIL, em uma grande vitrine mundial. Este êxito espalhou-se por todo o País, com o PC DO B, dirigindo secretarias municipais e estaduais.

Ao mesmo tempo, Inegável o papel do retorno em grande estilo da BIENAL DA UNE e DO CUCA, assim como a organização de movimentos coletivos com a criação dos pontos de cultura e fomento as entidades populares.

No Amazonas, nos idos dos anos oitenta, com a eleição de Vanessa Grazziotin, hoje senadora, como primeira mulher presidente do DIRETORIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UFAM, deu-se inicio a um ciclo exitoso do partido, neste ambiente, com a criação do FUM-Festival Universitário de Musica, abrindo espaços para as mais diversas manifestações no campo da arte e da cultura. Ressalta-se também a criação de uma lei de incentivo a cultura do então Deputado Eron Bezerra, neste mesmo período.

Da mesma forma, ainda neste período, o PC do B, cumpriu um papel fundamental na reorganização das atléticas, desencadeando um processo de democratização do esporte na UFAM e a retomada do JUAS – Jogos universitários do Amazonas.

Agora, na quadra atual marcada por retrocessos e uma dose elevada de conservadorismo politico, cresce a importância da ação organizada no universo das artes, da cultura e do esporte, a fim de superar conceitos hegemônicos e arcaicos e formular uma proposta progressista e estreitar nossos vínculos com as comunidades e com as massas. Neste sentido, seguindo as diretrizes nacionais, vamos concentrar nos  esforços na  criação do  coletivo de  cultura  e  esporte, como instrumento de transformação social e de organização do povo.

*Miguel Pacheco é jornalista, ex-subsecretario de esporte de Manaus, conselheiro municipal de cultura e esporte. Atualmente é secretário estadual de cultura, esporte e eventos PC do B.

 

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