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Ufam é a federal do Norte que mais registra suspeita de fraudes no sistema de cotas

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A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é a instituição de Ensino Superior federal da região Norte do Brasil com mais alunos sob suspeita, em sindicância ou que tiveram matrículas indeferidas por fraude no sistema de cotas raciais. O dado aparece em um levantamento publicado na edição desta sexta-feira (12) do jornal Estadão.

Segundo a investigação feita com base na Lei de Acesso à Informação, a Ufam já registrou oito casos do tipo. Empatada com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), de Minas Gerais, a instituição amazonense ocupa o 6º lugar no ranking nacional. O Senso da Educação Superior de 2016 mostra que a Ufam é a universidade brasileira que mais possui indígenas como alunos.

Das 63 universidades federais brasileiras, 53 responderam ao pedido de informação feito pelo Estadão. Entre elas, 21 já registraram suspeitas de fraudes no sistema de cotas raciais utilizado por negros, pardos e indígenas. Ou seja, em ao menos um terço das instituições de Ensino Superior federais do país ocorreram casos do gênero.

As universidades federais do Acre, (Ufac), de Roraima (UFRR) e de Tocantins (UFT) são as outras três instituições do Norte que aparecem no levantamento. Cada uma delas registrou apenas uma suspeita de fraude.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com 239 ocorrências, lidera o ranking. Além dela, à frente da Ufam no levantamento estão UFPEL (Pelotas-RS) com 236 casos; UFV (Viçosa-MG) com 48; UFES (Espírito Santo) com 12; e UFFS (Chapecó-SC) que registrou 11 ocorrências.

De acordo com a investigação, os cursos mais concorridos são os que mais registram suspeitas de fraudes.

Sul lidera casos

Com 487 casos, o Sul é a região que as universidades federais mais registraram suspeitas de fraude no sistema de cotas raciais. Na sequência aparece o Sudeste com 80 ocorrências e o Nordeste com 14. O Norte é a 4ª região, com 11 casos. O Centro-Oeste com 3 é a última.

Temer quer criar comissões de aferição

Segundo o Estadão, o governo de Michel Temer reativou um grupo de trabalho composto pelo Ministério dos Direitos Humanos, secretarias do Ministério da Educação e a Fundação Nacional do Índio para a criação de um documento que deve dar base a comissões de aferição de autodeclaração da etnia dos estudantes em todas as universidades federais do País.

Desde 2013, a legislação federal pede somente a autodeclaração por parte do estudante para assegurar que ele participe do sistema de cotas raciais. Uma porcentagem correspondente à soma de negros, indígenas e pardos em cada estado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é utilizada para definir o número de vagas no sistema de cotas nas universidades.

Atualmente, segundo o Estadão, apenas parte das universidades brasileiras verifica as autodeclarações de estudantes.

A reportagem do Portal A Crítica questionou a assessoria de comunicação da Ufam a respeito dos procedimentos tomados pela universidade para o funcionamento do sistema de cotas raciais e pediu informações sobre as suspeitas de fraude registradas na instituição.

“Estamos fazendo levantamento destas informações. Como mais de 1 setor está envolvido para que consigamos responder toda as questões, enviaremos nossa resposta na segunda-feira (15)”, diz trecho da resposta enviada por e-mail pela assessoria.

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