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Mesmo Amazonino extinguindo a SEPROR em 95, setor primário conquista 22 anos depois, selo livre de febre aftosa

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Foto divulgação

Manaus/AM- Na manhã desta segunda-feira (04), após 13 anos do último caso de febre aftosa, o governador Amazonino Mendes (PDT) e o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) assinaram termo que reconhece que o Amazonas está livre da febre aftosa com vacinação, com isso, está livre para comercializar com outros Estados da federação.

A vida é feita de ironias

De acordo com o presidente do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (CCA) e ex-titular da SEPROR, Eron Bezerra, é irônico que Amazonino, mesmo governante que realizou o desmonte do setor primário, tenha recebido esse selo de excelência.  “Por ironia do destino, em 1995 Amazonino extinguiu a SEPROR e, naturalmente, seu serviço de defesa sanitária. A consequência foi a entrada da Sigatoka Negra (que dizimou os bananais) e da febre aftosa “, afirmou.

Eron recordou o trabalho que teve que ser realizado para reconstruir o setor primário quando assumiu a titularidade da pasta de 2007 à março de 2014. “Trabalhamos duro montando a Adaf e fazendo o concurso. Estamos agora colhendo os frutos da semeadura. A ironia é o fato de que aquele que provocou a tragédia é quem esteja na função para receber o certificado de excelência que ele fez tudo para que não acontecesse”, enfatizou.

A extinção da SEPROR

No Amazonas, em 1995, o então governador Amazonino Mendes, do Partido da Frente Liberal (PFL) e adepto dessa concepção, extinguiu, por lei, a Secretaria de Estado da Produção Rural (SEPROR), a Empresa Amazonense de Assistência Técnica (EMATER), a
Companhia de Desenvolvimento Agropecuário (CODEAGRO) e todos os demais órgãos 149 ligados ao setor primário (BEZERRA, 2010). Na época apenas três deputados votaram contra essa pretensão do executivo estadual, foram: Miguel Biango, Valdenor Cardoso e Eron Bezerra.

Recriação

Com a eleição de Eduardo Braga em 2002 e sua posse em 2003, coube a tarefa de reconstruir todo o setor primário, recriando a SEPROR, AgroAmazon (hoje ADS), SDS, IPAAM, ITEAM, CODESAV (hoje ADAF), reestruturando o IDAM e abrindo unidades locais em todos os 62 municípios do Amazonas.

Surto de Aftosa

Em 2004 foi registrado o início do surto de febre aftosa no Amazonas, em 11 propriedades no município do Careiro da Várzea, o secretário de produção na época do surto era Luiz Castro, que hoje é deputado estadual pela REDE. Na época  a interdição foi determinada pelo serviço de defesa animal do Estado e pelo Ministério da Agricultura.  O transporte de animais, produtos e subprodutos provenientes de Careiro da Várzea e de municípios vizinhos para outros estados foi proibido.  Desde 1995, o vírus não era detectado no país. O registro do foco de aftosa no rebanho do Amazonas levou a Rússia a suspender as importações de carne do Brasil.

Da Redação do Portal MP

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