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Queda dos serviços em abril foi de 10,7% no Amazonas, diz IBGE

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Dados do IBGE mostram que a retração do Estado representou o oitavo pior resultado do País para o período

Manaus/AM- O segmento de serviços, no Amazonas, acumulou queda de 10,7% em abril na comparação com igual período do ano passado. O setor é o que  impulsionava a economia e hoje apresenta efeitos provocados pela instabilidade econômica do País, segundo dados informados pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o oitavo pior resultado do País para o mês, considerando as 27 Unidades da Federação (UFs), atrás apenas do desempenho do Pará, que foi negativo em 11,8%.

Já o volume do setor de serviços do Estado apresentou, no mês de abril de 2017, um recuo de 2,4% frente a março de 2016, na série com ajuste sazonal. E no agregado dos últimos 12 meses foi registrada uma queda de 12,1%.

Em relação à receita nominal,  no mesmo mês da avaliação o setor no Amazonas teve uma queda de 2,8%, com ajuste sazonal, após ter registrado queda de 1,9% em março.

Na avaliação do supervisor de Disseminação de Informações do IBGE, Adjalma Jaques o setor de serviços é o que mais sofre com os impactos da crise econômica e o mais dependente das outras atividades.

“Um dos principais impactos no desempenho da atividade é o baixo poder de compra da população. O comércio deixa de realizar aqueles serviços não prioritários e as pessoas eliminam gastos com a beleza corporal em salões, por exemplo, são consequência do alto desemprego, a e dessa forma não tem renda”, disse.

Propostas

Uma das soluções apresentadas por Adjalma é que os serviços apresentem números positivos. “Isso é de suma importância para a recuperação da economia. E quando os empregos voltarem a apresentar números aceitáveis, a atividade voltará a crescer”.

O supervisor explica que a pesquisa não detalha os segmentos que puxaram para baixo o volume de serviços no Amazonas, embora visite em torno de 250 prestadores de serviço todos os meses.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Patrimonial do Amazonas (Sidesp), José Pacheco, o diagnóstico da segurança privada está bastante crítico.

“Reduziu em torno de 50% a demanda e com isso também diminuímos os funcionários atingindo os porteiros. Mas esperamos que melhore, mas tudo vai depender do cenário econômico  nacional”, comenta.

Melhoria

Já os serviços voltados ao transporte também sentiram essa redução. É o caso da empresa Trans Caleffi, do proprietário Ronei Caleffi, que conta que sente essa redução neste serviço. “Não demitimos nenhum funcionário, mas sentimos essa diferença, para continuar com os nossos clientes procuramos manter os nossos serviços de qualidade”.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Rogério Perdiz, conta que no último trimestre os segmento de restaurante representou uma melhoria para o segmento, mas espera que melhore ainda mais.

“Nós fizemos algumas pesquisas em nível nacional e o resultado de 2017 em relação a 2016 estão melhores, mas não significa que estamos fora duma crise econômica, 2016 foi muito ruim e teve uma queda significativa. Mas esperamos que reaja ainda mais”.

Blog: José Roberto Tadros, Presidente da Fecomércio-AM

“O setor  de hotelaria está em crise em nível de Brasil e principalmente aqui no Amazonas.  Os preços das passagens aéreas aumentam e teve redução do número de voos e dos horários, isso fez com que o setor hoteleiro entrasse num processo de esfriamento  muito grande de endividamento de quando você perde a lucratividade e dessa forma a qualidade do serviço descai. Ainda não se entendeu que o sistema capitalista é para investir melhor no setor de serviços. Além disso, reduziu funcionários e atividades, também fecharam hotéis e tem a concorrência desleal de parte de hospedagem alternativa”.

No Brasil

O volume do setor de serviços do País cresceu 1% no mês de abril frente ao mês anterior com ajuste sazonal, de acordo com informações do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior crescimento desde março de 2016, quando o indicador subiu 1,2%.

Fonte : Acrítica / Redação PMP 

Categorias: Economia

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