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Alunos e bacharéis em Direito do Amazonas protestam contra exame da OAB

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Caupolicam Padilha, representante da OAB-AM, nega argumentos de manifestantes – Foto: Reprodução

Alunos, professores e bacharéis em Direito entregaram nesta sexta-feira (28) um abaixo-assinado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM) contra o edital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para o exame da Ordem dos Advogados. De acordo com os manifestantes, em audiência pacífica, foram recebidos pelo presidente Marco Aurélio Choy , que se comprometeu a enviar o documento ao Conselho Federal.

De acordo com o professor Aldemiro Dantas, juiz do trabalho aposentado e proprietário de um cursinho em Manaus, que ministra conteúdo jurídico para candidatos ao exame, a prova da OAB não conta com regras claras.

“A OAB muda aleatoriamente as regras, nunca há um padrão. No ano passado, eram 10 questões de Ética, esse ano foram oito. No Brasil, temos 20 mil normas, mais de 5 mil leis, é impossível estudar todas as matérias. Fizemos um abaixo-assinado e entregamos hoje na sede da OAB, às 17h30. Existe um movimento contrário a essas regras sem critérios, que cresceu desde a última prova. O exame contou com um índice imenso de reprovação”, declarou.

Para o auxiliar jurídico Thiago Palheta de Souza, reprovado no exame, o certame não conta com padrão definido.

“Não existe um padrão para formular questões. A cada exame, as exigências se modificam”

Há questões cabulosas, que até mesmo um profissional da área não consegue responder, com isso, 90% dos candidatos ficaram reprovados. Como saber tudo sobre cinco mil leis e responder, em apenas um dia, durante cinco horas? O que precisamos é que a banca seja mais transparente e estabeleça as regras do jogo”, disse.

Questionado sobre a reclamação dos manifestantes, o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB/AM, Caupolican Padilha Júnior, disse que a prova, elaborada pela FGV, conta com ordem e critério.

“Eu ainda não tenho conhecimento sobre o abaixo-assinado, porém ressalto que considero a prova muito bem elaborada. O problema não é o certame, mas sim o nível da educação jurídica no Brasil. Se comparar, o exame da OAB tem um nível de organização muito superior a de outros exames. Por ser uma prova de segurança, o que se espera do processo? Que o candidato saiba o conteúdo, já que o Direito exige um profissional muito bem preparado, pois vai lidar com a vida das pessoas. O exame tem marco regulatório, padrão e regularidade. Não acredito que tantos tenham sido reprovados, até porque a FGV ainda não divulgou esses dados”, esclareceu.

Para Caupolican é temerário atribuir as reprovações apenas ao exame. “Sempre que há reprovações, aumentam essas reclamações”, disse o representante da OAB/AM.

Fonte : Em Tempo / Redação PMP 

Categorias: Destaque, Educação

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