Loading

Roger Machado: conheça as ideias do novo técnico do Palmeiras

Fale com o PMP: redacao@portaldomovimentopopular.com.br

Foto divulgação

Palmeiras apresentou Roger Machado, seu novo treinador para temporada 2018. Com passagens importantes no Grêmio e Atlético-MG, chega com a grife da nova geração de técnicos brasileiros e com ideias claras a respeito do que pensa do futebol. A depender de seu discurso de posse nesta quarta-feira (29/11), palmeirense pode esperar um time que jogue bonito, seja competitivo e deixe de cruzar um monte de bola na área.

BOLA NO CHÃO

«O Palmeiras é chamado de Academia de Futebol porque sempre teve futebol bonito e competitivo. A forma como gosto de ver meu time atuar remete bastante a isso. No futebol brasileiro, hoje, talvez sejamos o futebol que mais alce bolas na área. Tem explicativa cultural. Deixamos de ter jogador que passa pelo adversário com a bola, que produziam jogadas muito mais próximas da área, que permitiam passe, não cruzamentos de 30 minutos. Tínhamos atacantes até não muito altos, mas de presença de área. Volante marcador, mas de bom passe, e segundo homem de meio-campo que articulasse para o camisa 10 entrar na área. Zagueiros que não só tinham virtude física, mas técnica também. Isso demanda treino, entendimento dos atletas, mas vontade de fazer nosso jogo, raíz do nosso jogo, que sempre foi de técnica e habilidade.»

RESGATE DA ACADEMIA

«Como treinador, tu sempre busca o resultado. Mas tão importante quanto isso é como você consegue. Competitividade sem perder a beleza. Tem que se preocupar com a estética também, o torcedor merece isso. A crítica ao meu estilo de jogo é sobre tentar fazer futebol moderno. Discordo, porque o que desejo é voltar para trás. Se pegar o time da Academia do Palmeiras, Ademir da Guia, os grandes craques do passado, tínhamos time competitivo também. Você dificilmente pega trabalho do zero, tem legado de outro treinador. Peguei o Grêmio do Felipão, a experiência com alguns meninos, experiência e suporte para colocar outros meninos também. Não me incomoda. Jogar bonito e ser competitivo sempre foi a origem do nosso futebol. Em alguns momentos, perdemos contato com isso. O que pretendo é resgatar tudo isso».

INSPIRAÇÃO NO HINO

«Vou fazer o que sempre procuro fazer nos times: ter uma equipe equilibrada. No hino do Palmeiras, tem um lema de uma equipe equilibrada, uma defesa que ninguém passa, e uma linha atacante de raça. Para mim, isso já traduz muito do que um time deseja ser dentro de campo. E tu respeitando também a história do clube nesse sentido. Não é um aspecto apenas. O mais importante é poder fazer isso desde o início, com entendimento de todos. Com relação a aceitação do torcedor, entendo a preocupação do torcedor. Ele deseja que seu time vença, e isso não me preocupa, de forma alguma. Quero poder convencer, trazer para o nosso lado aqueles que em algum momento tenham resistência e poder vencer.»

LIBERTADORES 2018

«A obsessão do Palmeiras é pelo Palmeiras e por todas as competições. Todo clube grande deseja ganhar a Libertadores. No futebol brasileiro, com o calendário que temos, as competições acabam entrando umas na outras. Mas, com o elenco que temos, de qualidade para correr o ano inteiro, podemos brigar por todas as competições. Não podemos abrir mão de uma competição em detrimento de outra. O fato de tirar jogador de uma competição não significa que está priorizando outra. O Campeonato Paulista é a primeira chance de título, um título importante. O objetivo do Palmeiras é conquistar os títulos».

90% DO GRUPO FECHADO

«O Palmeiras sempre vai brigar por títulos. A construção de uma equipe vitoriosa passa por ter jogadores de qualidade. Hoje, temos 90% do elenco formado. As prospecções serão da qualidade dos que estão aqui, para que a gente consiga cumprir a maratona de jogos no ano que vem. Objetivo é sempre levar o nome do Palmeiras ao ponto mais alto possível. Começamos o planejamento cedo, definindo pré-temporada, grupo de trabalho, jogadores que voltam de empréstimo, para que em janeiro a gente consiga iniciar essa preparação e, já no primeiro jogo, a gente consiga mostrar o porquê da contratação desses jogadores e da escolha do meu nome como treinador.»

FELIPE MELO E BORJA

«Se afirmar que eles serão meus titulares, se afirmar hoje, perco os outros 28 do elenco. Preciso ter time competitivo para levar os melhores 11 dentro de campo. Tenho que dizer que os 30, 32 têm qualidade e estão aptos a jogar. Aqueles que estiverem no melhor momento vão estar em campo. Os problemas do passado ficaram no passado. Se eventualmente teve algum problema, ficou para trás. 2018 vai começar do zero, com novo comandante. Tenho certeza de que todos os jogadores estarão muito engajados em fazer o Palmeiras vencer».

REFORÇOS

«É natural que o clube sempre procure as melhores alternativas do mercado. O Diogo (Barbosa) tem sido um dos melhores laterais do Brasil nos últimos anos. Especulações em torno do Emerson, do Lucas (Lima), que é um jogador diferente. Seus números mostram isso. Eles vêm com intuito de aumentar a qualidade do nosso elenco. Por consequência, aumenta a qualidade do treino, a competitividade, e isso vai para o campo. Faz com que tenhamos time forte, com empenho de vencer.»

HISTÓRIA

«Estava comentando nos bastidores que a primeira manifestação do Palmeiras em me contratar foi como jogador. Num Palmeiras x Grêmio, o Roberto Carlos estava se transferindo para o Real Madrid (lateral estava indo para Inter de Milão e depois foi ao Real) e me disse no intervalo que me indicou como substituto no clube. Lembro que fiquei orgulhoso no momento, ele era um jogador que estava despontando na seleção brasileira, e do clube como Palmeiras me querendo. Depois, voltando de uma tentativa nos Estados Unidos, o Palmeiras fez contato comigo novamente.

Acho que foi o Vanderlei (Luxemburgo) o treinador. O Toninho Cecílio era o diretor de futebol à época (2008). Já tinha decidido encerrar a carreira pelas lesões. Disse ao Toninho que seria um prazer imenso, mas não poderia ajudar, porque estava encerrando a carreira em função das lesões, das hérnias. Ele tentou me fazer mudar de ideia, que eu fosse avaliado pelos médicos. Mas eu não estava pronto para jogar, e o Palmeiras precisava de alguém imediatamente. Houve outras tentativas no meio do caminho.»

Roger Machado assinou contrato por um ano por causa de 2018 ser um ano de eleições no clube, segundo o presidente Mauricio Galiotte. Dirigente disse que a escolha do novo treinador atende ao perfil que o comando do clube procurava para a próxima temporada.

“Novamente, tivemos o nome do Roger como destaque, como profissional que mais se identifica com o que estamos procurando. Ele tem características que convergem com tudo o que estamos planejando. O Roger trabalha integrado com as categorias de base, que é o que queremos. Profissional que desenha taticamente o time de maneira organizada. Reúne todas as condições que precisamos para o momento. Estamos contratando praticamente 50 dias antes da estreia do Paulista. Período em que estamos fazendo plano de trabalho. Temos certeza de que é fundamental a participação do treinador neste momento, por isso também nos antecipamos e fizemos a contratação.”

 

 

Carta Capital / Redação PMP 

Categorias: Esporte

Palavras-chave: